quarta-feira, 24 de maio de 2023

Fiz uma sessão de fotos!

    Oi pessoal, tudo bem? Já faz um tempinho que não escrevo aqui, por vários motivos. Hoje, porém, resolvi comentar sobre a sessão de fotos da qual participei dia 28 de abril :)

    Adoro moda (apesar de não entender nada muito aprofundado) e me vestir de jeitos meio diferentes, coloridos e às vezes extravagantes, então fiquei muito feliz quando combinei com a Ana Baumhardt da gente fazer essas fotos. Ela é fotógrafa, e MUITO BOA nisso, então caso queira dar uma olhada no site dela, fica bem a vontade: https://anaelisabaumhardt.alboompro.com/ .

    Enfim, essas são algumas das fotos que a Ana fez :)







    
    Cheguei a postar elas no meu insta também, e quem sabe faço um vídeo pro YouTube falando sobre essa experiência, que foi muito legal. É isso, até a próxima!




segunda-feira, 8 de maio de 2023

Fiz minha primeira customização de Blythe!

    Oi pessoal, tudo bem com você? Hoje vim falar sobre o assunto do vídeo que postei mais cedo: minha primeira customização na minha primeira Blythe! Caso você queira assistir, é só clicar aqui: https://www.youtube.com/watch?v=YTCXo4KY0Tc


    Essa Blythe, que se chama Safira, foi um presente da minha tia que coleciona dolls (Barbies, Poppy Parker's e Blythes). Essa boneca é muito especial pra mim, tanto por ter sido um presente de uma pessoa muito querida quanto por ser minha primeira doll de coleção 💗

   Sempre me interessei muito por customização de todos os tipos de fashion dolls, mas sempre tive muito medo de fazer, justamente pela possibilidade de dar errado, ficar feio e não sair como esperado. Então fiquei realmente UM TEMPÃO só pensando e sonhando com isso, até que.... pimba, a coragem chegou.

   Não foi minha primeira customização em uma boneca (a primeira na real foi uma tentativa de transformar uma Frankie na Peridot, de Steven Universo, lá em 2015!🤭), e ao longo do tempo vim tentando fazer algumas artes em Barbies ou Monster Highs, mas a primeira tentativa de custom em uma Blythe. Sabe, vou ser sincera: não tive medo. Não tive medo de pegar a chave Phillips e abrir os três pontos da parte de trás da cabeça dela, nem de abrir, de lixar... tive curiosidade, hehe.

Safira em 2014
    Bom, vou falar mais explicadinho sobre o processo!

    1. Abrindo a doll

    Foi o momento de "ok, realmente vou fazer isso". Foi bem simples, na real: peguei uma chave Phillips e com ela retirei os três parafusinhos da parte de trás da cabeça dela. Isso por si só não faz a doll "se soltar toda", você precisa forçar um pouco as partes pra realmente abrir, o que pode ser meio difícil na primeira vez. Fica uma informação pra quem tá começando, que nem eu: você vai ter que forçar um monte de coisa. As Blythes são diferente da maioria dos equipamentos, que nunca forçamos na hora de retirar nada, mas sim esperamos dar o "click". Com a parte da cabeça da doll aberta, pode ser trocado o corpo, inclusive, mas não o fiz já que não tenho nenhum extra pra colocar no lugar do original dela.


    2. Lixando e retirando a maquiagem

    É a segunda parte do processo. Como falei no vídeo, usei uma lixa de unha pra retirar a maquiagem da Safira, o que acabou ajudando também pra deixar o rosto dela mais fosco (mas não completamente). Passei a lixa no rosto todo, mas nem toda a maquiagem saiu (então usei acetona mesmo). Certa vez li sobre não usar acetona na hora de tirar a maquiagem do rosto de dolls tipo Blythe, Pullip e BJD, mas não sei a que ponto isso é relevante...


    3. Passando verniz

    Antes de passar qualquer tinta, pincel, giz, lápis no rosto da doll, é necessário aplicar uma camada de verniz! Recomendo o verniz fosco da Acrilex, que foi o que usei. Acho mais bonito o efeito fosco no rosto das Blythes, e o efeito ficou realmente muito bom! Esperei um tempão (acabei não calculando, na verdade) até ele secar pra valer, e tava ótimo pra aplicar a maquiagem.


    4. Fazendo a maquiagem nova

Durante o processo...

    Sei que a maioria dos customizadores usa lápis aquareláveis e giz (em pó) pra fazer a pintura, porém não tenho esses materiais e acabei apelando pra gambiarra 👍 Usei uma sombra laranja de uma paleta que não uso mais pra tentar fazer um sombreado e blush na Safira, mas se essa sombra não fixava nem em mim, quem dirá na doll 🤡 O efeito dessa sombra ficou tão sutil, que acabei usando lápis de cor "normal" da Faber Castell (laranja pros sombreados, rosinha pros lábios e marrom pra sobrancelha). Depois, passei mais uma camada de verniz, pra fixar a make.

    Também pintei as pálpebras dela! Antes, era um roxinho bem claro, e então pintei de prateado com tinta acrílica da Acrilex e fiz bolinas pretas. 


    5. Montando a doll novamente

    Depois de tudo pronto e seco, montei ela de volta! Foi bem fácil na real, porém admito que não parafusei, só encaixei a parte de trás na de frente (já que pretendo trocar o corpo dela por um articulado tipo Obitsu), e só isso já foi o suficiente pra não ficar caindo, nem nada. Parece ser tudo muito frágil, porém não é tanto assim.

    E ela ficou assim!


    Gostei muitão do resultado, e devo admitir que customizar a Safira me fez tão bem! Sabe quando você não tá num momento legal na sua vida e de repente encontra um passatempo que eleva teu astral de um jeitoooo? Pois então, é assim que estilizar e customizar dolls tem sido pra mim, hehe. Tô com ideias de customização de próximas Blythes, mas por ser um investimento um pouco mais caro, vou ter que esperar um pouco... mas muita coisa legal vem aí, tanto sobre dolls quanto sobre outras coisas! Esse foi o post de hoje, espero que tenham gostado e até a próxima! 💗




sexta-feira, 5 de maio de 2023

Minha resenha de Os Incompreendidos

    Oie, tudo bem? Nesse semestre, na faculdade, faço uma cadeira de seminários de cinema. Tive que fazer a resenha de um dos filmes assistidos em aula, e pessoalmente gostei bastante de como ela ficou kkkk. Resolvi compartilhar ela aqui :)


Resenha de Os Incompreendidos

    É de conhecimento geral que o século XX foi marcado por duas grandes guerras, conflitos e crises. Antes do cinema, essas situações eram representadas de forma artística através da literatura e das artes plásticas, que buscavam, através de seus movimentos, criticar ou refletir sobre essas situações. Com o advento do cinema, tornou-se cada vez mais comum o surgimento de produções audiovisuais que remetem a esses acontecimentos. O Expressionismo Alemão, desenvolvido após a Primeira Guerra Mundial, deu início aos filmes de terror, devido ao sentimento negativo dos alemães a respeito de sua derrota. As produções eram fantasiosas e ficcionais, e buscavam, de forma subjetiva, mostrar o mundo destruído do pós-guerra. O Neorrealismo Italiano, que surgiu após a Segunda Guerra Mundial, também visava a destruição que o conflito causou na sociedade, mas de forma bruta e realista, praticamente documental, e não ficcional. Os filmes traziam histórias cotidianas, voltadas ao desemprego, crise, fome e desolação, que era o que o país estava passando no momento.

Na França, com a Segunda Guerra Mundial, o cinema precisou parar, e assim, o Realismo Poético Francês entrou em declínio, deixando cada vez mais para trás os melodramas policiais ou românticos que até então eram produzidos no país. Posteriormente, com o retorno das produções, os cinegrafistas se viram no papel de mudar o estilo das obras. Como uma forma de criticar as superproduções dos grandes estúdios, foi criada a revista Cahiers du Cinéma, que defendia a ideia de que os filmes deveriam ser mais espontâneos e autorais, voltadas para temas existenciais, e assim, propondo histórias menos comerciais e mais livres. Dessa forma, surgiu a Nouvelle Vague.

    Um dos grandes precursores desse movimento foi o longa-metragem Os Incompreendidos, dirigido e roteirizado por François Truffaut. A obra é, na verdade, baseada na infância de Truffaut, que através do personagem Antoine Doinel, pôde reconstruir aspectos importantes dessa época de sua vida. Doinel é uma criança assim como as outras, porém passa por diversos problemas, como por exemplo a negligência de sua mãe e as dificuldades na escola com os professores. Junto com seu melhor amigo, René, que também vivencia situações semelhantes com a família e no colégio, Doinel passa os dias fazendo pequenos delitos e faltando às aulas, porém a situação piora quando inventa uma mentira ao tentar justificar uma de suas ausências. Ao descobrirem a verdade, seus pais e o professor ficam extremamente furiosos, e isso faz com que Doinel queira, de fato, fugir de casa. Ele acaba passando uma noite em uma gráfica, e no decorrer da história, na casa de seu amigo, até que então, os garotos decidem roubar uma máquina de escrever. Doinel é apanhado no processo, e então é preso e levado para um reformatório destinado a jovens delinquentes. Ele sempre quis muito conhecer o mar, então, fugiu do reformatório e correu até a praia, para realizar seu sonho,  Assim, o longa-metragem acaba, com a icônica cena do protagonista finalmente sendo livre.

    Com planos longos e pouquíssimos cortes durante as ações, Os Incompreendidos é um grande exemplo característico da Nouvelle Vague, que justamente propunha que os filmes deveriam ser gravados em ambientes reais, como ruas, praças, apartamentos, casas e escolas, e não em sets de filmagem. Os orçamentos também não eram dos mais altos, levando em consideração que a Nouvelle Vague defendia que o cinema deveria buscar por filmes mais baratos e não tão rígidos às preocupações formais. As filmagens são mais dinâmicas, e as falas aparentam, de certa forma, ser mais naturais, o que se dá devido aos improvisos. Outros aspectos muito aparentes no filme foram as montagens mais fragmentadas e falta de linearidade, o que às vezes pode dar a impressão de que há erros de continuidade na história.

    François Truffaut foi responsável por várias outras produções autobiográficas, continuando, assim, a história contada em Os Incompreendidos. Antoine e Colette é o sucessor, em que o protagonista já está com 18 anos e se apaixona por uma estudante em um concerto; Em Beijos Proibidos, o terceiro filme, Antoine passa a trabalhar junto com um detetive, porém se apaixona pela mulher do seu cliente; Domicílio Conjugal é a quarta produção, que aborda sobre o caso que o protagonista teve com outra mulher enquanto estava casado; O Amor em Fuga é o quinto e último longa-metragem da saga, em que Antoine se divorcia de sua esposa e reencontra personagens do passado. Jean-Pierre Léaud é o ator que interpretou Antoine Doinel ao longo de todos os filmes, e também esteve presente em diversas outras obras do período, como A Noite Americana, A Chinesa, Masculino-Feminino, entre outros.

    Os Incompreendidos foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original (1960) e premiado como Melhor Direção no Festival de Cannes, e seu legado continua até hoje, sendo considerado um dos grandes clássicos do audiovisual.